quarta-feira, 30 de julho de 2008

Vôo rasante - Céu errante!

Não te esqueças de que tu guardas as notícias mundo.
Pois, não te esqueças de contá-las aos outros, mundo.

Veja se tais anúncios dos homens atores incontestes,
Vêm somente dos arredores do céu em vôos rasantes.

Quem sabe, Talvez, venham também dos mares além,
Em galeões de aço ou em gritos aos vôos sufocantes.

Veja se vem dos astros a força bruta e estúpida a
Cegar os olhos de aves menores, os pequeninos.

Veja se a todos o espanto sufoca as sombras frescas,
Se as luzes ofuscam as vias dos caminhos do acaso,
Atormentando sem pudor os lares azuis sereno, pois,
Nobre o chão azul etéreo esta jornada de aventureiro.

Soem tão secos hilariantes inescrupulosos palhaços,
Débeis à sorte sem o vento das asas da liberdade.

Desastroso sítio de homens corruptos, feito pedras,
Mármore, legado bem da herança das civilizações.

Ouça as notícias!
Vêm do ciclo dos homens urgentes,
Vêm da paixão egoísta,
Vêm da vaidade em lâmina de aço.

Vêm e mutila as horas, o percurso,
A honra das informações gerais –
Mas por que estreita o meu caminho,
Continuas - tu és tão alheio.
In Verdades - julho 2008

4 comentários:

Antonio Carlos disse...

Olá meu amigo, verdades sejam ditas e repetidas muitas vezes aos nossos ouvidos, ou melhor dizendo, que não nos faltem as notícias, as informações de todos lados do planeta, senão, ficamos alheios e alienados... Valeu a mensagem.

um abraço.

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Achei lindo o poema e a imagem, Simão. Gosto de imagens da natureza livre. Fiz um post de filme inédito no Brasil e há também uma "elogio aos amantes".
Apareça aqui:
wwwrenatacordeiro.blogspot.com
não há ponto depois de www
Um beijo,
Renata
PS: Venha, pois sinto a sua falta

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Caro Simão:
Quinta-feira, fui à médica e estou pesando 42 quilos, o que é um sucesso, haja vista os meus 37 anteriores. O tratamento já está mais ameno, não vejo mais tufos de cabelo no travesseiro todo dia que acordo e as unhas estão voltando ao normal. Estou no caminho da cura, coisa que eu acreditava que não ocorreria. Mas não quero mais falar disso na Blogosfera, porque há muita fofoca por lá. Por isso, ajo como se nada houvesse.
Um beijo,
Renata

Paulinho disse...

Oi, amigo, é sempre bom passar por aqui, ler os teus poemas, os teus pensamentos, sentir a tua harmonia com as coisas do mundo e da vida, porque quem não vive de notícias, quem não busca informações, vive mutilado, sozinho e alheio. Pois, sempre percebo as tuas razões na sensibilidade da tua poesia. Um abraço,