quinta-feira, 6 de março de 2008

Estiagem em Prece

Foto: In visões - Vale do Anhangabaú - SP - Brasil

Qual tempo esse tão igual de sóis ardentes de início ou fim de verão. Não é sabido que o tempo conta o tempo, as horas, os instantes e os meses de janeiro a dezembro solar. Não vês que tanta luz me cansa os olhos! Não vês que de tudo há marcação – não falte a nós a bonança à tarde. Tu, cantor das dores dos homens, não te cansas – eu suo, transpiro prantos imundos de inquietudes colaterais.

Se tu não te cansas e tens as sombras às águas frescas de regatos límpidos, não te cansa, pois, estes ares secos e poluídos. Então, Senhor, prometa-me os confortos dos rios dos céus que retarda a outros contentamentos, porque fulguram em cantos e versos de artista rimas ricas populares do vício natural das tempestades as águas de março fechando o verão.

Não sei se falta ao tempo a minha compreensão de filho da terra tropical, filho do planeta, filho da simbiose no elo racional que coubeste a mim à espécie. Não vês! Não teima à minha presunção, por que me viste em pó, em nada, me viste em fios de águas da gênese nascer e morrer na tarde sem trovão. Amém!

In Verdades - mar 2008

4 comentários:

Betty Branco Martins disse...

querido___________Simão




na verdade__________adorei!


"in Verdades"


está repleto de sentido[s]




obrigada pelas tuas palavras:)











beijo c/ carinhO
b.F.semana

Martinha disse...

Muito bom... (:

. disse...

Professor Simão, como sempre dominando o verso com maestria, senhor da frase....
Regatos límpidos já existiram no belo e antigo Anhangabaú....e esperamos que um dia torne a tê-los, quem sabe?


Abç

flor disse...

Caríssimo Simão, tens te tornado indispensável nos meus fins de tarde; vai ver és um anjo amigo ou um amigo anjo, sei lá...
De qualquer maneira é muito bom te ler.
Uma ótima semana!

Ah,
Obrigada, adorei!
Abraços
Rossana