quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

São Paulo - também é meu amor!

Bandeirantes, paulistas são sinônimos de progresso e ousadia. Raposo Tavares, Fernão Dias Paes, Borba Gato, aventureiros viram o sonho da riqueza do Brasil. Manoel da Nóbrega, soldado incansável da fé e da catequese astuta, da missão tropical: Herdeiros obstinados continuam pregando, serrando, montando e construindo arranha-céus. Eis o teu pretérito, riqueza e glória.

Do Páteo do Colégio, Anchieta viu o futuro glorioso e empreendedor do Brasil. Do mirante palco alvissareiro, viu a pujança gótica despontando para o céu, moradias seculares. Viu o um rebanho de milhões! Almas grandiosas de janeiro em progresso. Missa e cânticos e homilias louvaram o Rei da terra Santa prometida.

Vede senhores do trabalho os frutos da terra, o quanto valeu à pena as aventuras santas, investidas de bravuras, sonho do mundo novo dos Galões dos além-mares. Onipresente porvir qualquer sol, chuva ou sombra, o tempo aqui não Te consome. Somam-se aos motivos ideais, herdados da fé e do apego às oportunidades oriundas nas vias dos arraiais.

Seguimos teus longos trilhos e pontilhões de concretos sobre a flora viva da mata atlântica. Corremos por avenidas Interlagos dos Esses e da ferradura da reta do sucesso. Contamos e redescobrimos histórias meticulosas e vimos às metamorfoses de libélulas coloridas em jardins em parques verdes de esperança.

Vejam-se aqui sob ares cinza do progresso, bravíssimos paulistanos! Máquinas e “tatuzões” cavando sob a prometida terra, reinventando os raios de luz. Vejam-se! Projetem-se! Nestes lustres fios 25 de Janeiro, ab origine ad gloriam. Teus lagos, oásis de pardais, canários da terra, bem-te-vis e de sabiás. Fauna e Flora, ecossistemas de bichos índios, europeus, africanos, todos somos nós.

São Paulo, asas do porvir sustentam o teu pendão no labor. Mater acolhedora! Amanheceste e ao tempo, és a merecida. Se fizer sol ou se fizer chuva ou se ainda garoar ou sobre Ti não cair pétalas de rosas nem aplausos esfuziantes, discursos eloqüentes, ainda assim – ó mãe querida! Eu serei teu único filho a Te render amores, gratidão neste dia de Janeiro, ad eterno ad-gerações!
In Verdades - 25 jan 2008

3 comentários:

antonio marco disse...

Simão, tem muita gente que gosta muito de São Paulo. Eu não diria que não gosto, fui criado aqui, moro aqui e trabalho aqui, mas bem que as autoridades poderiam fazer melhor por esta cidade em relação a grandes problemas, principalmente, a poluição dos lixos da cidade. Hoje coincidetemente, vi uma reportagem sobre os greandes "aterros de lixo nas periferias". Até onde vai essa NOSSA produção infindável de lixo? Precisamos pensar em novas alternativas ou então vamos todos pro brejo igual carniça para urubus, ainda bem que têm essas aves legais no planeta.
gostei do texto, deixemos de lado o ufanismo, mas São Paulo precisa urgentemente rever suas polícas de aterro de lixo, se é que tem tal política.

abraços!

Celio disse...

Oi Simão.

Eu visitei o Arvores do Simão, gostei muito e achei de extremo bom gosto. Acho que não consegui deixar meu comentário no sitio, mas vão aqui as minhas congratulações pela grande expressão de talento.
Parabéns.
Grande abraço.
Célio

mauro teles disse...

Lindo Meu caro simão...

tenha um bom dia é uma otima semana...

abraço

mteles