quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Eu me lembro

Desse tempo próspero
De alegria e de prazer
Desse remoto paraíso trópico
Desse longínquo céu de lazer
Onde fora o vento um dia
Gracejar com o meu lamento

Cego eu estava e sem memória
De certo eu vivia embriagado
Tonto e seduzido
Escravizado ao meu destino
Triste fado
Esse infortúnio ingrato

Ainda eu me lembro desse tempo fantástico
Glória onde sonhei um derradeiro olhar
Manhãs sombrias e preces
Um adeus tristonho
A lamentar

Nada disso eu sei
Nada disso eu sei
Foi o teu olhar
In Janelas abertas -1ª ed. nov 2007

Um comentário:

PHYLOS disse...

Grande Simão, poeta com letras maiúsculas, lírico até a medula.
Senti um certo ar de nostalgia, de amor perdido, de tempos passados....Excelente, meu amigo.
Abraço forte.